Diversidade de Gênero

Publicado em , por: Equipe Talents Adtalem Brasil

Priorizei as mulheres nos processos de seleção por dois anos. Por que não?

Dois anos atrás, 25% dos cargos de diretoria da Adtalem Educacional do Brasil eram ocupados por mulheres. Hoje, as executivas estão em metade dessas posições. Se levarmos em conta a força de trabalho geral da empresa no país (não só as posições de gestão), há 55% de mulheres entre os colaboradores.

A mudança não aconteceu da noite para o dia. Foi um processo gradual, facilitado pela liderança do grupo. A presidente internacional da empresa, Lisa Wardell, é mulher, e o CEO da Adtalem no Brasil, Carlos Degas Filgueiras, é um entusiasta do tema e defende a equidade de gênero no mundo corporativo.

Com esse apoio vindo de cima, nós do RH conseguimos implementar ações e processos que levaram a uma distribuição mais igualitária entre gêneros dentro do grupo. Definimos, por exemplo, que até chegar ao equilíbrio, priorizaríamos as mulheres nos novos processos de seleção. Não excluímos os homens do recrutamento. De forma alguma! Mas, se, na etapa final, ficassem um homem e uma mulher em iguais condições, optaríamos pela mulher. Caso o homem tivesse mais méritos, aí sim ele seria escolhido.

Essa diretriz, que, como falei, veio da liderança e foi abraçada pela área de RH, tem um porquê de ser. Não é apenas pelo fato de querermos ser uma empresa mais igualitária quando falamos de gênero, mas também interfere nos negócios: diversas pesquisas mostram que empresas com maior equidade de gênero são mais lucrativas.

Em um estudo realizado recentemente, no qual foram analisadas mil empresas de 12 países, inclusive o Brasil, a consultoria McKinsey concluiu que as companhias no quartil superior para diversidade de gênero em suas equipes executivas são 21% mais propensas a ter lucratividade acima da média do que as empresas no quartil inferior.

Ainda assim, mesmo sendo provado que há uma correlação clara entre diversidade de gênero e lucratividade, as mulheres ainda continuam sendo sub-representadas em boa parte das organizações. Para mudar essa realidade dentro da Adtalem, não implementamos cotas, mas priorizamos as profissionais do sexo feminino nos processos de seleção por dois anos.

Agora, estamos dando um passo além. Nosso objetivo é buscar selos que atestem o grupo como uma empresa justa na questão do gênero. A nossa primeira conquista nesse sentido foi o selo da ONU Mulheres. A Adtalem é uma empresa signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres. E, de novo, há um porquê de ir em busca dessas chancelas. É importante que o mercado saiba que somos uma empresa que valoriza a equidade porque isso atrai os melhores profissionais, sejam homens ou mulheres.

Como conclui o estudo da McKinsey, empresas mais diversas conseguem, além de atrair os melhores talentos, aumentar o foco no cliente, melhorar a satisfação dos funcionários e melhorar as tomadas de decisões. Fico extremamente orgulhosa de ter uma equipe e lideranças que nos permitam colocar em prática na Adtalem uma política relacionada à diversidade. Sinto que estamos fazendo a diferença, a nossa parte, para ver uma mudança na sociedade, ainda que lenta e gradual.

Sei que o tema da equidade de gênero é polêmico, ainda mais quando se implementam políticas para incentivar a diversidade. O que você pensa sobre isso? Compartilhei aqui a nossa experiência na Adtalem. Compartilhe a sua e vamos iniciar essa conversa tão importante!

Deborah Lia Oliveira de Araújo

Diretora Sênior de Recursos Humanos – Adtalem Educacional do Brasil