O mestrado profissional como primeiro passo para a segunda carreira

Publicado em , por: Alaíde Bisneta

No meu último post aqui no LinkedIn escrevi sobre os ciclos de carreira. Como houve uma repercussão interessante, achei válido ampliar o assunto e falar de uma possibilidade de segunda carreira factível para muitos profissionais que hoje trabalham no mundo corporativo: a de professor de graduação e pós-graduação.

É um caminho, como a maioria já sabe, que requer um preparo prévio, pois as melhores faculdades e universidades exigem de seus professores o título de mestre. Nesse cenário, trago uma novidade: o campus de São Paulo do Ibmec está lançando em abril de 2019 seu mestrado profissional em administração de empresas (o curso de mestrado já é oferecido há muitos anos na unidade do Rio de Janeiro).

Hoje, quando um profissional chega aos 50 ou 55 anos, ele não pensa em se aposentar. Aliás, ao contrário. Com o aumento da longevidade e melhora na qualidade de vida, as pessoas chegam a essa idade com perfeita saúde e há, então, uma grande vontade de continuar sendo ativo e útil para a sociedade.

Ao mesmo tempo, sabemos que o mercado de trabalho tradicional nem sempre absorve a mão de obra com mais de 55 anos. Por isso é importante estar preparado para uma transição de carreira nessa fase da vida.

Dar aulas é uma atividade que pode ser iniciada em paralelo à vida corporativa. Temos diversos professores no Ibmec que nos procuram dizendo que podem lecionar dois dias por semana à noite, por exemplo. É algo que dá para conciliar. E, com a experiência adquirida em sala de aula, mais adiante, quando o profissional já não quiser mais dedicar-se “full time” ao ambiente corporativo, poderá ampliar a quantidade de aulas e até coordenar essa atividade acadêmica com alguma outra, como a atuação em conselhos de empresas ou mentoria de startups.

Além disso, dar aulas tem uma função social importante, pois compartilhar com os mais jovens o conhecimento adquirido em tantos anos de carreira é um bem que se faz à sociedade e ao país.

As escolas, por outro lado, tendem a valorizar a possibilidade de levar para a sala de aula a experiência do mundo corporativo. Ao menos no Ibmec valorizamos muito isso – e acredito que muitas escolas de negócio também o façam. As experiências que vimos de executivos que entraram para a docência normalmente são boas, e o aluno vê muito valor nessa troca. Esses “novos professores” são pessoas acostumadas a falar em público e a engajar a audiência, pois estão habituados a fazerem palestras e apresentações para diferentes públicos da empresa. Então, quando entram em sala de aula, usam dinâmicas muito interessantes para manter a atenção dos estudantes.

Thiago Aguiar Sayão

Vice-Presidente do Ibmec e Damásio Educacional

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